Ana Cristina estava sentada na velha poltrona da sala, aquela que já conhecia o peso de tantas madrugadas insones. A casa, que sempre fora seu refúgio e inspiração, parecia agora um fardo. As paredes, antes cheias de histórias, ecoavam apenas o silêncio sufocante de sua angústia. Ela olhou para suas mãos trêmulas, que tantas vezes seguraram a caneta com firmeza, mas agora estavam vazias, sem propósito. Não era apenas a escrita que havia abandonado, era algo maior, mais profundo. A vida parecia pesada demais.
Biografier og erindringer